Macro News
19/07/2010
MPE paralisa mineradora no interior de MG
Intervenção do MPE paralisa mineradora na Serra da Piedade - MG
Depois das serras do Caraça e da Gandarela, outra área de preservação ambiental virou alvo das mineradoras. Na Serra da Piedade, em Caeté, o Estado também havia concedido autorização para o início de atividades minerárias, porém, após intervenção do Ministério Público Estadual (MPE) a licença foi suspensa e a Crusader do Brasil Mineração Ltda está impedida de explorar minério de ferro no local.
A pedido do MPE, a Superintendência da Região Central Metropolitana de Meio Ambiente (Supram Central), suspendeu a Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF) concedida à mineradora que operava em uma fazenda no entorno da Unidade de Conservação de Proteção Integral da Serra da Piedade, na zona rural de Caeté, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para que volte a operar, a empresa deverá obter, junto ao Estado, novo licenciamento ambiental.
A mineradora é subsidiária integral da australiana Crusader Resources Limited e pretende investir R$ 20 milhões para explorar até 1 milhão de toneladas de minério de ferro por ano, que serão comercializadas no mercado interno com produtores de ferro gusa. De acordo com o manager da companhia, Michael Schmulian, houve um erro de informação que causou a suspensão da licença ambiental. “Estamos no limite com uma área que é tombada, por isso, a modalidade de licença que conseguimos não se aplica ao nosso negócio”, afirmou.
Schmulian, porém, ponderou que esta informação deveria ter sido apurada pela Supram e não pela empresa. Ele informou que a Crusader deu entrada, ontem, em um novo requerimento de licença, mas que, agora, passará por um procedimento mais rigoroso, sendo necessário três tipos de aprovação pelo Estado: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).
A expectativa dele é de que, na reunião da Supram do dia 30 de agosto, a empresa obtenha o sinal positivo para executar o plano de investimento. O retorno dos R$ 20 milhões deverá ocorrer em dois anos, segundo ele. A empregabilidade do negócio é baixa, sendo que apenas 35 trabalhadores serão contratados e todos de forma terceirizada.
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Fonte: Jornal Hoje em Dia, edição de 16/07/2010
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